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Inteligência artificial no mercado de trabalho: ameaças e profissões em risco

Você, antenado como é, certamente está atento às movimentações da tecnologia e ao impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho.

Afinal, alguma profissão pode desaparecer?

O desenvolvimento da IA tem o potencial de interromper muitas indústrias e profissões, automatizando tarefas que antes eram realizadas por humanos. 

Embora alguns empregos possam desaparecer completamente, outros podem ser transformados ou novos podem surgir. 

Por exemplo, embora os empregos de caixa de banco possam diminuir, pode haver um aumento de empregos relacionados à IA e tecnologia, como cientistas de dados, engenheiros de software e pesquisadores de IA. 

Também é importante observar que o desenvolvimento da IA pode criar novas oportunidades para que as pessoas aprendam novas habilidades e entrem em setores emergentes. 

Como tal, o impacto da IA na força de trabalho é complexo e multifacetado, e será importante para governos e empresas se prepararem para essas mudanças e apoiarem os trabalhadores na transição para novos papéis.

Sabe quem escreveu o texto em itálico acima?

Ele mesmo. O ChatGPT. 

Isso significa que a profissão de redator está com os dias contados?

Calma. Não é bem assim. 

Embora o cenário pareça apocalíptico para alguns profissionais, ainda é difícil confiar 100% na produção artificial, em especial quando é necessário uma análise qualitativa de materiais ou textos. 

Pode ser que alguns profissionais precisem se reinventar – mas isso também aconteceu quando surgiu o computador, lembra? 

De acordo com o filósofo norte-americano Jay Richards, autor do livro “The Human Advantage: The Future of American Work in an Age of Smart Machines”, as revoluções tecnológicas sempre resultaram em mais empregos, não menos. 

Tarefas que só podem ser executadas por trabalhadores humanos, incluindo novos tipos de empregos e profissões que ainda vão surgir no futuro, equilibram a perda de postos de trabalho. 

Inteligência artificial no mercado de trabalho: devo me preocupar ?

O entendimento dos especialistas em tecnologia, inovação e inteligência artificial mostra que você não precisa se desesperar. 

No entanto, quem não se preparar para essa guinada tecnológica, provavelmente, vai ficar para trás. 

Apesar do temor que os robôs venham ocupar os espaços dos humanos no mercado de trabalho, essa realidade ainda está longe de acontecer. 

Na verdade, pode ser que a IA acabe dando impulso à criação de novas posições e empregos

De acordo com o Relatório do Futuro dos Empregos do Fórum Econômico Mundial, 85 milhões de empregos serão substituídos por máquinas com IA até o ano de 2025.

Ok, é bastante. Mas o mesmo relatório aponta que 97 milhões de novos empregos serão criados nesse mesmo período por causa da IA.

Melhor assim, não é mesmo?

Então, você pode ficar um pouco mais tranquilo: é improvável que o seu emprego suma de um dia para o outro.

No entanto, é possível que as habilidades que hoje são importantes em um trabalho acabem sendo superadas pela IA. 

E, nesse caso, cabe ao empregador – e ao empregado, claro – se preparar para essas mudanças, desenvolvendo novas habilidades. 

Analisemos a própria chegada do ChatGPT, por exemplo.

É uma tecnologia que permite que você estabeleça algo semelhante a uma conversa com um robô – e bem mais evoluída que aquela conversa mecânica dos chatbots que 

encontramos em lojas ou serviços. 

O ChatGPT encontra respostas a perguntas rapidamente. No entanto, não é capaz de opinar. E, ainda que algumas pessoas questionem, não é capaz de pensar.

Então, trabalhos que demandam copiar, colar, transcrever e digitar podem acabar sendo substituídos pela IA – o que pode dar mais espaço ao pensamento humano, algo que nenhuma IA pode fazer.

Em áreas como diagnóstico médico, tradução de fala e contabilidade, a IA superou os humanos em todos os aspectos.

Mas a IA não é capaz de substituir o julgamento humano – e é provável que nunca seja. 

A IA é apenas a manifestação mais recente da evolução contínua do local de trabalho.

Ou seja: embora nem todos os profissionais sejam super criativos e brilhantes, é importante que todos pensem, desde já, em maneiras de aperfeiçoar o próprio trabalho, usando a IA a favor da profissão.

Desista de remar contra essa maré – ou você será engolido. 

E o que fazer para se preparar?

O que fazer para se preparar

Antes de se desesperar e amaldiçoar a existência da inteligência artificial no mercado de trabalho, pare para refletir de verdade sobre as habilidades que você utiliza profissionalmente, sobre suas responsabilidades e seu desempenho. 

O seu trabalho é, realmente, único? 

Todos os dias são iguais ou a rotina é habituada a novos desafios diários?

Você está habituado a resolver problemas ou empaca no primeiro obstáculo?

Tudo bem se as respostas não forem animadoras neste momento. 

Ainda há tempo para se preparar. 

A melhor maneira de proteger sua carreira de um futuro de incertezas é estar um – ou dois – passos à frente das máquinas. 

Se você já trabalha com criatividade, com inovação e com autodireção, melhor. Você está no caminho certo!

Se a sua atuação é um pouco mais mecânica, pode ser o momento de tentar inovar dentro da própria área. 

Profissões em risco 

1. Digitador 

Profissional que atua com serviços diversos de digitação, o digitador digitaliza e formata informações de textos, laudos e tabelas.

Com a evolução dos softwares de digitalização automática de textos e até de fala, é possível que essa profissão precise ser aperfeiçoada para que não seja substituída por um programa.

2. Contadores

Alguns softwares já conseguem produzir relatórios e planilhas de finanças de empresas ou até individuais de maneira bem confiável.

No entanto, é difícil prever se um programa será capaz de substituir o olho bem treinado de um contador, capaz de perceber erros e fraudes. 

3. Montadores

A evolução da tecnologia permite que robôs com inteligência artificial trabalhem por horas a fio, sem cansar, e com alta precisão. 

Esse tipo de máquina já executa tarefas antes executadas por humanos – e essa é uma tendência.

4. Vigilantes

Também conhecidos como seguranças, os vigilantes são responsáveis pela segurança de prédios ou de pessoas.

Com o desenvolvimento de câmeras de segurança de alta tecnologia, que funcionam 24h, é possível que essa profissão vá desaparecendo com o tempo. 

5. Piloto de avião

Com tantas inovações tecnológicas associadas à aviação, é natural que a profissão esteja sempre se atualizando.

Hoje, o piloto automático é uma realidade – e o piloto humano tem um papel de monitoramento, assumindo o controle na hora do pouso e da decolagem.

Pode ser que isso mude, no futuro. O lado bom é que, com a IA no comando, será possível minimizar falhas humanas que, neste ramo, são fatais.

Profissões que não serão substituídas (por enquanto)

Algumas profissões dificilmente serão substituídas por máquinas num futuro próximo. 

Veja algumas habilidades que não estão em risco:

  • interação humana
  • interpretação estratégica
  • criatividade
  • tomada de decisões críticas
  • habilidades de nicho 
  • especialização no assunto

É difícil imaginar um advogado, um médico – profissionais de saúde no geral – ou um CEO substituído por uma máquina, não é mesmo?

Isso porque é possível automatizar quase todas as partes do processo, em especial quando segue uma lógica linear.

No entanto, para argumentar, defender uma tese, estabelecer relações sociais, negociar, barganhar e encontrar nuances e brechas, você vai inevitavelmente precisar da astúcia humana. 

Dados e algoritmos não conseguem substituir essa prerrogativa – pelo menos, não ainda.

É provável, no entanto, que o avanço do desenvolvimento tecnológico faça com que novas profissões surjam.

É difícil explicar a um público mais conservador e pouco antenado, por exemplo, como funciona o trabalho dos influenciadores de mídia digital.  

É uma profissão nova, que não faria o menor sentido há 30 anos, mas que, hoje, é objetivo até de crianças em idade escolar. 

As redes sociais abriram um novo mundo de possibilidades – e o mesmo está ocorrendo com a inteligência artificial no mercado de trabalho.

Antes de se preocupar com a chance de a sua profissão ser extinta, procure identificar quais são as habilidades do futuro. 

Ok, mesmo depois de tudo isso, você ainda quer saber quais profissões correm menos risco, não é?

Veja 5 profissões que não devem desaparecer em um futuro próximo:

1. Profissionais da saúde: embora as máquinas possam acelerar diagnósticos e até auxiliar em cirurgias de alta precisão, ainda vamos precisar de um médico que possa analisar os exames, guiar as máquinas e prestar atendimento empático e acolhedor.

2. Criadores: quem trabalha com criação – como designers, escritores e músicos – dificilmente será substituído. Esse tipo de trabalho exige muita originalidade, criatividade e imaginação. O ChatGPT, por exemplo, não cria nada novo – ele apenas mistura várias referências já existentes em sites

3. Assistentes sociais: se dedicam a atender pessoas em situação de vulnerabilidade social, então é impossível que sejam substituídas. As máquinas até podem auxiliar na leitura de dados, mas jamais vão superar a sensibilidade de um ser humano.

4. Profissionais do terceiro setor: algumas atividades podem ser agilizadas, mas dificilmente uma máquina poderá fazer o trabalho de um cabeleireiro ou de um personal trainer. São profissões que exigem contato humano, criatividade e poder de decisão.

5. Professores: a área do ensino já foi alvo de polêmicas com o surgimento do ensino a distância. Mas,quem já viu A Sociedade dos Poetas Mortos conhece o impacto de um professor inspirador. Desculpa, robôzinho, mas essa arte é do ser humano.

O segredo é focar nas habilidades sociocomportamentais

De acordo com o Instituto Global McKinsey, os trabalhadores vão precisar de habilidades diferentes para prosperar e alcançar sucesso no mercado de trabalho do futuro.

Habilidades técnicas podem, em alguns casos, ser parcialmente substituídas pela automação. 

O mesmo não pode ser dito sobre as habilidades sociocomportamentais e gerenciais. 

Esse tipo de competência já faz diferença no mercado de trabalho atual.

De acordo com o diretor da Athon, Sandro Vidotto, é comum que a pessoa seja contratada pelas habilidades técnicas, e demitida pelas habilidades sociocomportamentais (ou falta delas). 

A Athon oferece cursos de graduação e de MBA que já garantem essa formação completa. 

Além de profissionais competentes, a Athon busca formar líderes – pessoas capazes de ocupar posições de destaque no mercado. 

E, claro, sempre ligada às últimas tendências de mercado.

Quando o papo é atualização profissional, não se esqueça que a Athon oferece cursos de excelência comprovada pelo MEC e um corpo docente atento ao mercado. 

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